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WordPress: descaso ou hipocrisia?
Jornal do Comércio 17/09/2012

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Wanderson Castilho

Atuando desde 1999 como perito forense digital na internet, não é raro me surpreender. Mas nunca havia me deparado com a postura evasiva de uma empresa cujos serviços na internet foram claramente usados com fins ilícitos. E não falo de uma empresa qualquer, mas do WordPress – atualmente, o sistema de gestão de conteúdo mais usado no mundo. O caso: a empresa X, idônea, despertou a ira de concorrentes após vencê-los em mais de 15 licitações. Enfurecidos, os concorrentes criaram um blog com documentos adulterados e acusações de crimes inverídicos, por meio do WordPress, para prejudicar a empresa X. Até aqui, um caso corriqueiro. A pedido dos advogados da empresa X, preparo um laudo, com a identificação do IP e o pedido de retirada do ar, aceito prontamente pelo juiz. Posteriormente, notificamos o WordPress sobre o conteúdo inadequado. Uma resposta padrão é enviada pedindo mais detalhes e informando que o blog seria removido apenas com ordem judicial norte-americana. 

Pela urgência do caso, embarquei para San Francisco, Califórnia, mas não obtive sucesso, nem mesmo o advogado Paul Sieminski me atendeu. Fui a uma delegacia de San Francisco para registrar um boletim de ocorrência, que enviei ao WordPress, junto com a decisão judicial brasileira. Novamente, não houve resposta. Já no Brasil, fiz contato com um advogado norte-americano, com quem já trabalhei em outros casos. Ele reenviou toda a documentação ao WordPress. Recebeu de pronto uma resposta (o que já foi novidade), dizendo que a empresa só aceitaria decisão de autoridade dos EUA ou carta rogatória (um pedido da Justiça brasileira para que o Poder Judiciário norte-americano faça cumprir uma sentença proferida por aqui), que costuma demorar de seis a oito meses. 

É evidente que esperar por um processo de carta rogatória é inaceitável. O caminho para fazer com que empresas que não têm representantes oficiais no País cumpram determinações judiciais é pesando no bolso. A solução é pedir que os acessos sejam bloqueados por 24 horas, passível de aumento do prazo, caso a empresa não cumpra o pedido. Se hoje a vítima desta história é a empresa X, amanhã pode ser você. Não deixe que isso aconteça. 
 
Presidente da E-NetSecurity/Curitiba

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