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Fotos íntimas e preconceito
G1 RPC 27/08/2013

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Após fotos íntimas pararem na web, mulher diz sofrer preconceito diário

Caso ocorreu em Maringá, do Paraná, em 2005; ex-noivo publicou fotos.
Rose Leonel criou um projeto de lei para defender vítimas do mesmo crime.

Sete anos após ter fotos íntimas divulgadas pelo ex-noivo na internet, a jornalista Rose Leonel, que mora em Maringá, no norte do Paraná, afirma que sofre preconceito constantemente. “Muitas pessoas, tanto homens quanto mulheres, ainda me recriminam pelo que aconteceu, infelizmente", declarou. O caso ocorreu no fim de 2005, logo após o fim do relacionamento do casal. De acordo com a jornalista, o ex-companheiro não aceitou o fim do noivado e, além de divulgar as imagens ainda insinuou em redes sociais que ela era uma garota de programa. A desavença foi parar na Justiça.

Em 2010, Rose teve a causa ganha. Contudo, ainda não foi indenizada. Leonel não aceitou o valor arbitrado, de R$ 30 mil, e tenta recusos para aumentar a quantia.

Ao G1, o advogado Thomaz Jefferson Carvalho, afirmou que atitude do ex-noivo configura crime de injúria e difamação e o valor imposto não é compatível. "Dentro disso, ela sofreu vários transtornos. Entre eles perdeu dois empregos e foi julgada pela sociedade em geral", relata. O advogado disse que aguarda uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) sobre o caso.

“Apesar de não ter recebido nenhum centavo ainda, quando a sentença saiu, eu me senti aliviada”, conta a jornalista. “Foi um alívio moral (...) como se eu tivesse recebido uma absolvição social. Depois da sentença, eu acho que ficou claro para a sociedade que eu era a vítima e ele [o ex-noivo] era o culpado da situação”, completa Rose.

 

Ela também não concorda com o valor arbitrado pela Justiça. "Além de ser vergonhoso, moralmente falando, perdi muita coisa. Fico me perguntando quanto vale a vida de um ser humano. Será que é só isso?”, indaga Leonel. “Não acho justo e muito menos digno de recuperar o que eu passei e passo até hoje”. “Minha vida ficou marcada por esse crime. Fui assassinada moralmente”.
 

Vida 'marcada'
A jornalista acrescenta que teve a vida “marcada pelo crime”. “Eu vou ficar marcada para o resto da minha vida. Eu vou ter que conviver com isso. Fui vítima de um crime na internet e isso, infelizmente, querendo ou não, faz parte da minha identidade”.

A maior parte das pessoas acha que pelo simples fato de eu ter sido exposta, que eu sou culpada. Muitas, ainda, não querem nem saber do expositor, do criminoso. Com certeza, fui e ainda sou a maior prejudicada nessa história”, declara.

Na época do resultado da sentença, o perito digital Wanderson Castilho disse que a abrangência com o nome de Rose na internet chegou a sete milhões e quinhentos mil links relacionados. Quando eu entrei na parte de mensagens instantâneas, era um pedido para adicionar a cada três segundos, sem contar que ela recebia pelo menos 500 ligações por dia", relatou.

“Apesar de tudo, acho que ao longo dos anos, o preconceito foi diminuindo. Mas ainda recebo e-mails diariamente me alertando sobre as fotos e sobre o que aconteceu. Como esse tipo de crime passou a acontecer com mais frequência, acho que as pessoas passaram a entender melhor o que significa”, ressalta Leonel.

Projeto "Maria da Penha Virtual
"
Na tentativa de ajudar outras vítimas do mesmo crime, Rose criou, em maio deste ano, o projeto de lei  “Maria da Penha Virtual”. O estudo foi considerado inconstitucional pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e atualmente tramita na Câmara dos Deputados, em Brasília, sob a defesa do deputado federal João Arruda (PMDB). O projeto já passou por duas audiências públicas e não há data para votação.

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