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Servidor de ataques na Itália
Brasil 247 25/06/2011

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“Seria muito amadorismo atacar do Brasil”, acredita Wanderson Castilho; “IBGE deve ter recebido nuvem de 10 mil zumbis”; para técnico, “fragilidade estratégica manchou imagem do País”

Derrubar um site como o do IBGE, como aconteceu esta semana, cujos servidores estão preparados para receber milhões de acessos a cada dia, demanda uma ação coordenada de pelo menos 10 mil computadores pessoais. “Uma nuvem de zumbis”, define o perito digital Wanderson Castilho, um dos maiores especialistas no Brasil sobre a ação de hackers. Ao 247, ele explicou que existem vírus espalhados em computadores que têm a única finalidade de, em resposta a comandos externos, enviarem uma mesma mensagem, ao mesmo tempo, a um endereço determinado. “Quem recebe esse vírus, por e-mail ou por algum software, não percebe. Ele é invisível, não atrapalha, sendo, para aquela máquina, inofensivo. Mas tem o poder de deixar aquele computador sob o comando de uma força externa a ele”, explica Castilho. “Essa deve ter sido a técnica utilizada para atacar o site do IBGE”.

O perito contou que, nos círculos de hackers, é costume se comercializar por valores entre US$ 800 e US$ 1 mil dólares o controle de cinco mil a dez mil máquinas pelo período de dois ou três dias. “Dentro daquele intervalo de tempo, quem tem o comando na mão pode fazer aqueles computadores direcionarem mensagens com ou sem vírus para o endereço que quiser”, prossegue ele, autor do livro Manual do Detetive Digital. “É como direcionar uma nuvem de zumbis para cima de alguém”, completa.

Com larga experiência em observar a ação dos hackers, Castilho acredita que a onda de ataques a diferentes ambientes virtuais do governo brasileiro é feita a partir de um servidor de fora do país. “Se isso foi feito aqui dentro, é coisa de profundo amadorismo, porque facilmente será descoberto”, acredita. “Minha aposta é sobre um servidor situado em algum ponto da Itália”. O territorio russo e, também, o americano são igualmente propícios, segundo Castilho, para abrigarem a base dos atacantes. No primeiro caso, pela confusão reinante no país. No segundo, pela alta tecnologia dominada.

“Os hackers que produziram esses ataques devem ser jovens, porque se fossem mais maduros não teriam comemorado vitória com tanta ênfase”, arrisca. O perito assinala que, mesmo por pirraça, as invasões causaram grande prejuízo ao Brasil. “Essas notícias correm o mundo e mostram a fragilidade do governo no campo virtual, que é estratégico”, lembra. “Bola da vez no campo financeiro, essa fragilidade mostra uma profunda carência tecnológica”.

Castilho vê muito mais fraquezas nas defesas dos sites do governo do que sofisticação entre os hackers. “O governo não promove a comunicação entre os seus diferentes órgãos”, diz. “Há fortalezas praticamente intransponíveis, como as páginas do Serpro (Serviço de Processamento de Dados), mas outras como a do IBGE, dos ministérios e até da Presidência da República, como se viu, apresentaram muita fragilidade para resistir aos ataques”.

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