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O outro lado da rede
Correio Braziliense 07/10/2011

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As mesmas ferramentas sociais que foram fundamentais para o surgimento e a consolidação da Primavera Árabe têm facilitado a execução de crimes no mundo "real". Crescem na web os "flashrobs", arrastões marcados pela internet

Há 10 anos, era necessário passar horas em uma fila imensa para fazer uma transação bancária. Depois que efetuar operações como essa pela internet ganhou popularidade, seguiram-se mais comodidade e praticidade na realização de qualquer atividade via web e redes sociais — da compra de praticamente qualquer produto imaginável até contatos com amigos e pessoas com interesses em comum. Essas afinidades, entretanto, nem sempre significam boas intenções. A mesma web utilizada como ferramenta para conclamar manifestações pró-democracia no Oriente Médio tem servido para facilitar a execução de crimes no mundo “real”. É o que alguns especialistas e pesquisadores da Associação Americana de Psicologia chamam de “lado obscuro” da web.

Nos Estados Unidos e no Canadá, redes como o Facebook e o Twitter têm sido utilizadas, por exemplo, para combinar hora e local para saques coletivos de lojas e comércios. Por causa do número de pessoas envolvidas, a reação dos estabelecimentos é praticamente nula. O número de ocorrências dos últimos meses já passou de uma dezena. Em uma adaptação criminosa dos chamados “flashmobs”, em que várias pessoas combinam uma ação conjunta — e inofensiva — em local público, esses eventos ganharam o apelido de “flash robberies”, ou simplesmente, “flashrobs”. No Brasil, um ataque do tipo aconteceu em um shopping de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, onde cerca de 20 jovens entre 13 e 16 anos atacaram os clientes. Mais comuns ainda no país são as brigas de torcidas rivais de times brasileiros marcadas via Orkut ou Facebook. Brigas entre torcedores de Corinthians e Palmeiras, em São Paulo, são as mais recorrentes, segundo a polícia, mas ocorrem, em maior ou menor grau, em todos os grandes centros do futebol brasileiro.

Com o objetivo de coibir essas ações, a polícia paulista desenvolveu um software que monitora determinadas combinações de palavras-chave, como forma de detectar a marcação das brigas e os locais definidos. Para o especialista em crimes da internet Wanderson Castilho, esse tipo de programa pode ser adaptado para detectar outras situações que podem levar a crimes, como os roubos coletivos. “O trabalho da segurança pública é proteger os cidadãos no mundo real, e isso deve se transpor para o virtual” defende Castilho, autor do livro O manual do detetive virtual.

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